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O Search Orchestration envolve coordenar, de maneira integrada, ações de otimização de conteúdo nos múltiplos canais com recurso de busca disponíveis.
Devido a fragmentação da jornada de descoberta dos usuários, é necessário construir uma presença de marca consistente e complementar em cada plataforma, agregando valor nos pontos de contato com o potencial cliente.
Neste artigo, você vai entender como utilizar o Search Orchestration de maneira competitiva no seu negócio para tornar sua marca onipresente, diminuindo a dependência em mídia paga e o CAC.
Boa leitura!
O que é Search Orchestration?
Search Orchestration ou Orquestração de Buscas é a gestão holística de uma marca, seus conteúdos, produtos ou serviços, em todas as plataformas com recurso de busca (por texto, voz, imagem etc.) existentes.
Ou seja, é a estratégia responsável por coordenar a presença consistente e o posicionamento coerente da marca, além de manter a comunicação padronizada, em:
- mecanismos de busca convencionais, como o Google e o Bing;
- redes sociais, como Instagram, TikTok e Reddit;
- marketplaces, como o Mercado Livre, a Shoppe e a Amazon;
- motores generativos, como o ChatGPT e o Gemini;
- buscadores especializados, como o Google Acadêmico.
O Search Orchestration é a evolução natural do SEO tradicional para um cenário marcado por consultas em mais de um canal.
Por que aparecer só no Google não é mais suficiente?
Atualmente, além do Google, o usuário conta com muito mais do que uma opção de plataforma para realizar uma pesquisa online.
Na verdade, o ecossistema de busca moderno acontece em múltiplos formatos e meios.
Isso inclui até mesmo IAs (inteligências artificiais) generativas nativas de redes sociais privadas, como o WhatsApp — o principal canal de comunicação restrito do Dark Social, inclusive.
Por exemplo, para utilizar o Grok do X (antigo Twitter), basta digitar “@Grok” e a dúvida para receber a resposta dentro da própria plataforma.
Cenário atual das buscas online
O cenário atual demonstra uma fragmentação do comportamento de busca.
Apesar do Google continuar dominando amplamente o mercado global tradicional, com market share superior a 90%, de acordo com o Departamento de Pesquisa da Statista, o buscador está perdendo espaço para outras plataformas e tecnologias emergentes.
Pesquisas nas redes sociais
Para a maioria das gerações mais novas, o TikTok virou o novo Google.
Segundo dados publicados pela Adobe, divulgados pela revista Forbes, 64% dos jovens utilizam a plataforma de vídeos como ferramenta de pesquisa.
Um estudo da Forbes Advisor e Talker Research, destacado pela revista Exame, mostrou que 46% da geração Z optam por plataformas sociais como principal meio de busca, tornando o Pinterest e o Instagram mecanismos de busca paralelos.
Além disso, 60% dos Gen Zers afirmam confiar mais nas opiniões e avaliações encontradas nas plataformas de mídias digitais do que nos resultados da Pesquisa Google (Google Search).
Pesquisas nos marketplaces
Segundo a pesquisa “Marketplace Shopping Behavior Report 2025”, divulgada na Meio & Mensagem, quase 50% dos consumidores começam suas buscas por produtos diretamente em marketplaces em vez de mecanismos de busca tradicionais.
Além disso, os compradores costumam consultar, em média, dois ou três marketplaces diferentes durante o processo de avaliação.
Pesquisas nos motores generativos
A 6ª edição do State of Search Brasil, mostrou que 8 em cada 10 brasileiros utilizam alguma ferramenta de IA para realizar pesquisas.
Dessas pessoas, 80% afirma checar a veracidade das respostas generativas em outras fontes — o que valida a tendência da busca híbrida.
Além disso, um estudo da Search Engine Land revelou que 37% dos consumidores iniciam buscas com algum sistema de IA em vez do Google.
Mutum orienta: os dados evidenciam que otimizar conteúdos, sejam informais ou comerciais, apenas para o Google não é mais suficiente. É preciso estar visível e fornecer as respostas onde as pessoas estão buscando.
Origem do Search Orchestration
O Search Orchestration tem origem na atual necessidade de gerenciar estrategicamente a presença de uma marca em um ecossistema de busca fragmentado.
Essa Orquestração das Buscas representa a evolução a expansão das consultas online para além do Google.
E essa transformação, por sua vez, exige a integração de múltiplos motores de busca, fontes de dados e GenAIs para fornecer respostas contextuais em toda plataforma que possui o recurso de pesquisa.
Search Everywhere e Search Orchestration
Como foi explicado, o Search Orchestration é a disciplina estratégica que coordena múltiplos canais de busca de maneira integrada, de modo a assegurar que uma marca tenha presença consistente e complementar em todos os pontos onde seu público-alvo realiza pesquisas.
Já o termo “Search Everywhere” ou Busca em Todos os Lugares, em português, define justamente o atual ecossistema digital disperso, o qual culminou em uma jornada de descoberta fragmentada por parte do consumidor.
Em outras palavras, o Search Everywhere, também chamado de Search Everywhere Optimization — o Novo SEO — ou até OmniSEO, representa a visão macro enquanto a Orquestração das Buscas engloba o planejamento e a execução da estratégia, de maneira integrada, nas plataformas digitais.
Em resumo, reconhecer que “a busca está em todo lugar” é apenas o ponto de partida, pois é por meio do Search Orchestration que uma marca utiliza a complexidade do atual ecossistema de pesquisa a seu favor.
Qual a relação das buscas orquestradas com o SEO Multicanal e o SEO Multimodal?
Uma vez que as consultas não estão mais centralizadas no Google, o atual comportamento de busca do usuário pode ser definido ubíquo, contextual e multimodal.
Nesse sentido, o Search Orchestration é o framework que define:
- onde a marca deve atuar;
- quando priorizar cada canal;
- como alocar recursos de forma sinérgica.
Já o SEO Multicanal e o SEO Multimodal são as táticas de execução especializada que essa orquestração comanda.
SEO Multicanal
O SEO Multicanal (ou Multichannel SEO) lida com a diversidade de plataformas.
Ele compreende que as regras, algoritmos e formatos de sucesso são radicalmente diferentes no Google, na Amazon, no TikTok, no LinkedIn e em um marketplace B2B.
Uma estratégia de orquestração eficaz direciona a criação de conteúdos e a otimização técnica específica para cada um desses ambientes, evitando a aplicação de uma tática única de forma genérica — e, consequentemente, o desperdício de recursos em ações disfuncionais.
SEO Multimodal
O SEO Multimodal, por sua vez, lida com a diversidade de formatos dentro de um mesmo contexto de busca.
É a estratégia de otimização que integra texto, imagem, vídeo e voz para maximizar a descoberta de conteúdo em diferentes formatos de busca.
O SEO Multimodal é essencial porque permite a visibilidade no Google Lens, AI Overviews, YouTube, pesquisas de voz etc.
Nesse sentido, a orquestração identifica qual formato (ou combinação deles) melhor atende à intenção do usuário em cada estágio da jornada e orienta a produção e otimização desses ativos por meio desse tipo de SEO.

Search Orchestration e Search Experience Optimization (SXO)
O Search Orquestration é a estratégia macro e o Search Experience Optimization é a execução minuciosa que garante que, em cada ponto de contato da jornada de busca, a navegação seja agradável, intuitiva e satisfatória para o usuário.
Uma vez que a experiência do usuário (User Experience ou UX) em cada ambiente virtual é radicalmente diferente, a otimização técnica pura para os motores de busca convencionais (SEO) se mostrou insuficiente.
Foi dessa lacuna que surgiu o conceito SXO.
Essa Otimização da Experiência de Busca — assim como o GEO (Generative Engine Optimization) e outros termos derivados do leque de “Search Optimization” — não é uma ferramenta à parte.
Em essência, enquanto a orquestração define onde e quando a marca deve aparecer com base na intenção do usuário, o SXO foca no como.
Por juntar SEO + UX + CRO (Conversion Rate Optimization), é possível usá-lo para desenhar uma experiência de busca específica, seja um snippet de vídeo, uma lista de produtos ou um answer box, a fim de maximizar a relevância percebida e a conversão em cada canal.
Então, o Search Orchestration substituiu o SEO?
Não, o Search Orchestration, nem o SXO ou quaisquer outros termos, substituiu ou substituirá a necessidade de aplicação do SEO.
Na verdade, a Orquestração das Buscas expandiu o escopo do SEO tradicional, o qual era voltado exclusivamente para ranquear páginas de um site nos 10 blue links.
Entretanto, mesmo com a ascensão das IAs, com o ranqueamento de conteúdos de redes sociais, como o Instagram, na SERP (Search Engine Results Page) e outras tendências e tecnologias emergentes, não é o fim dos clássicos 10 links azuis do Google.
O SEO foi, é e continuará sendo importante — especialmente com o Google ainda dominando o mercado das buscas online.
Quais são as diferenças entre SEO tradicional e Search Orchestration?
A principal diferença entre o SEO tradicional e o Search Orchestration é que o primeiro foca em otimizar as páginas de um site para ranquear no topo dos resultados do Google. Já o segundo concentra-se na coordenação da presença de uma marca em múltiplas plataformas com recursos de busca e formatos de conteúdo.
Vale destacar que a Orquestração de Buscas é a evolução natural do SEO convencional.
Confira uma tabela comparativa com as principais diferenças:
| Característica | SEO tradicional | Search Orquestration |
| Escopo principal | Mecanismos de busca convencionais | Ecossistema completo de busca e descoberta |
| Objetivo central | Ranquear bem na SERP e gerar tráfego orgânico | Gerir a presença da marca de maneira consistente e otimizar a conversão em todo o ecossistema de busca moderno |
| Natureza | Disciplina tática e especializada | Estratégia integrada de governança omnichannel |
| Foco de conteúdo | Conteúdo textual para web, especialmente blog post | Multiformato e conteúdo nativo por canal (vídeo, listing, post estático e carrossel, whitepaper etc.) |
| Métricas centrais | Posição no ranking, impressões, bounce rate e cliques orgânicos | Visibilidade de marca multiplataforma e ROI (retorno sobre o investimento) integrado |
| Jornada do cliente | Relativamente linear | Não linear, envolvendo trânsito multicanal |
| Competências necessárias | SEO On-page, Off-page e Técnico, e marketing de conteúdo | Gestão de marca, análise omnichannel, automação e estratégia de conteúdo integrada |
| Mensuração de sucesso | Posicionamento em palavras-chave | Share of voice em um ecossistema de busca fragmentado |
Em resumo, a Orquestração das Buscas é uma resposta evolutiva necessária para um mundo digital onde a pesquisa se descentralizou.
Isso não significa que ele torna o SEO obsoleto. Pelo contrário, o Search Orquestration fomenta a performance do SEO tradicional por meio de uma estratégia mais ampla, inteligente e capaz de gerar resultados comerciais superiores em um panorama digital complexo e multifacetado.
Como a Orquestração das Buscas funciona na prática?
Na prática, a implementação do Search Orchestration envolve estratégias específicas para cada plataforma com recursos de busca, mantendo coerência na mensagem central da marca.
O objetivo não é replicar o mesmo conteúdo em todos os lugares, mas mapear a intenção específica do usuário de cada canal e desenhar a experiência de pesquisa ideal para atendê-la, mantendo a coerência de posicionamento.
Para que a Orquestração das Buscas funcione de maneira eficaz, é preciso:
1. Diagnosticar e mapear de intenção de busca por canal;
2. Adaptar de maneira tática o conteúdo e seu formato;
3. Implementar sistemas de medição e retroalimentação de dados unificados.
Dessa forma, a marca, além de ser encontrada, se estabelece de maneira verdadeiramente relevante em cada ponto de contato da jornada de busca moderna.
Quais plataformas e canais o Search Orchestration engloba?
O Search Orchestration engloba:
Mecanismos de busca tradicionais
- Bing
- Safari
- Arc
- Firefox
- Yahoo
- Startpage
- DuckDuckGo
- Baidu
- Yandex
Buscadores verticais
Buscadores verticais são motores de pesquisa especializados em nichos, indústrias ou tipos de conteúdo específicos, como:
1) Busca por emprego
- Plataformas: LinkedIn, Indeed, Catho, Gupy, entre outras.
- Foco: salário, localização, requisitos, empresa etc.
2) Busca por viagens
- Plataformas: Skyscanner, Kayak, Booking.com, entre outras.
- Foco: preço, datas, companhias, avaliações etc.
3) Busca por imóveis
- Plataformas: Zap Imóveis, Quinto Andar, Viva Real, entre outras.
- Foco: localização, preço, metragem, fotos etc.
4) Busca por vídeos:
- Plataformas: YouTube, Vimeo, entre outras.
- Foco: duração, qualidade, engajamento, criador etc.
5) Busca por música:
- Plataformas: Spotify, Apple Music, YouTube Music, entre outras.
- Foco: artista, álbum, gênero, popularidade etc.
6) Busca acadêmica:
- Plataformas: Google Scholar, PubMed, entre outras.
- Foco: autor, data, citações, periódico etc.
Tantos os buscadores convencionais quanto os verticais operam a partir de algoritmos de relevância, isto é, sistemas matemáticos que determinam quais conteúdos merecem maior visibilidade.
No contexto corporativo, dominar esses canais significa atuar diretamente sobre o share of search, ou participação nas buscas — indicador que mede o nível de presença de uma marca nos momentos decisivos da jornada informacional.
Redes sociais
- TikTok
- X (antigo Twitter)
- BlueSky
Nesses ambientes, os algoritmos priorizam sinais como tempo de retenção, interação e histórico de consumo, configurando o que se denomina Social Search Optimization, ou otimização para buscas em redes sociais.
Do ponto de vista estratégico, além de uma gestão de mídias sociais correta, exige que marcas e organizações construam presença editorial consistente, com conteúdos estruturados para serem encontrados, compartilhados e reinterpretados continuamente.
Marketplaces e plataformas de comparação
Outra camada essencial do Search Orchestration são os ambientes transacionais, nos quais a busca já ocorre próxima da decisão de compra.
Nesse sentido, marketplaces e comparadores funcionam como motores de pesquisa orientados a conversão em vendas, pois o usuário não está buscando apenas informação, mas custo-benefício, disponibilidade, reputação da loja, prazo de entrega e segurança.
Os principais marketplaces incluem:
- Amazon;
- Mercado Livre;
- Shopee;
- AliExpress;
- Magalu;
- Americanas.
As principais plataformas de comparação envolvem:
- Buscapé;
- Zoom;
- Google Shopping;
- JáCotei;
- Promobit;
- Economiza Club.
Esses canais operam sob a lógica do search-to-purchase, ou busca orientada à compra.
Assistentes virtuais
- Google Assistente;
- Siri;
- Alexa;
- Cortana;
- Bixby.
Vale destacar que, dependendo do aplicativo, o assistente virtual é nativo, como a BIA (Bradesco Inteligência Artificial) do banco Bradesco.
Buscadores baseados em IA
Mais recentemente, a Orquestração das Buscas também passou a integrar plataformas de inteligência artificial generativa e outros mecanismos baseados em linguagem natural, como:
- ChatGPT;
- Gemini;
- Perplexity;
- Claude;
- Copilot;
- Meta AI;
- Grok.
Esses sistemas operam segundo o paradigma da answer-first search, ou busca orientada à resposta direta.
Para as organizações, isso exige investimentos em dados estruturados, produção de conhecimento validado e posicionamento institucional sólido.
Em termos estratégicos, trata-se de construir machine-readable authority, isto é, autoridade compreensível tanto para humanos quanto para algoritmos de IA.
Portais, hubs de conteúdo e mídia especializada
Por fim, o Search Orchestration também engloba ambientes editoriais e plataformas de referência setorial, as quais funcionam como filtros de credibilidade e legitimidade informacional.
Esses canais exercem forte influência na formação de opinião, na reputação corporativa e na consolidação de narrativas de mercado.
1) Portais de notícias
- G1
- UOL
- CNN Brasil
- BBC News Brasil
2) Sites especializados
- TecMundo
- Autoesporte
- Minha Vida
3) Revistas digitais
- Exame
- Época
- Superinteressante
- Forbes
4) Hubs setoriais
- Canaltech
- StartSe
- PropMark
Em todos os exemplos mencionados, o foco é a profundidade analítica, a credibilidade editorial, a atualização recente, as fontes qualificadas e a relevância temática.
Nesses espaços, prevalece o conceito de authority signaling, ou sinalização de autoridade, no qual a presença recorrente reforça a percepção de expertise.
Do ponto de vista da orquestração, isso demanda uma estratégia integrada de relações públicas (RP), conteúdo técnico e thought leadership, transformando a visibilidade em capital simbólico de longo prazo.

Quais são os principais pilares da orquestração de buscas?
Na orquestração moderna das buscas, é possível estruturar a estratégia em cinco pilares centrais, que funcionam como alicerces de sustentação da presença digital em ambientes fragmentados e altamente competitivos.
Pilar 1: Topical Authority expandida
A Topical Authority, ou autoridade temática, não pode mais estar restrita a um único buscador.
Expandi-la consiste na capacidade de uma marca ser reconhecida como referência em determinado tema de forma transversal, isto é, em buscadores, redes sociais, plataformas de vídeo e sistemas de IA.
A autoridade construída em cada ambiente virtual precisa reforçar a presença nos demais.
Isso exige consistência intelectual, profundidade conceitual e coerência editorial em todos os formatos de conteúdo produzidos, do artigo técnico ao conteúdo audiovisual e às respostas automatizadas.
Pilar 2: Brandgrowth integrado
O Brandgrowth integrado posiciona a marca como principal vetor de aquisição, reduzindo a dependência exclusiva de palavras-chave ou canais específicos.
Esse pilar trabalha a construção sistemática de associações entre marca, problema e solução, fazendo com que a organização se torne um filtro natural de qualidade nas pesquisas.
Em outras palavras, trata-se de transformar a visibilidade em preferência.
Pilar 3: presença semântica consistente
A presença semântica consistente permite que a marca se expresse com clareza conceitual em todos os pontos de contato com o cliente.
Conceitos, termos e posicionamentos precisam manter coerência, mesmo quando adaptados a diferentes formatos.
Esse pilar exige governança de linguagem, padronização terminológica e alinhamento estratégico entre marketing, conteúdo e tecnologia.
Sem consistência semântica, a autoridade da marca se fragmenta.
Pilar 4: experiência omnichannel
A experiência omnichannel — estratégia de negócios que integra todos os canais de venda e comunicação de uma marca — reconhece que o usuário pode iniciar sua jornada em qualquer plataforma e em diferentes níveis de profundidade.
O papel da Orquestração das Buscas é assegurar que cada ponto de contato ofereça valor específico, sem rupturas informacionais.
Isso, por sua vez, demanda mapeamento da jornada do cliente, compreensão dos contextos de busca e integração entre descoberta, engajamento e conversão.
Vale destacar que, independentemente do ponto de entrada, a experiência precisa ser fluida e contínua.
Pilar 5: Data-Driven Orchestration
O Data-Driven Orchestration (orquestração orientada por dados) sustenta toda a estratégia em inteligência analítica integrada.
Ou seja, não se trata apenas de monitorar SEO, mas de correlacionar dados de múltiplas plataformas.
Esse pilar permite identificar sinergias, antecipar tendências e ajustar investimentos com precisão por meio de dados consolidados.
Em conjunto, esses cinco pilares deslocam o foco da otimização pontual para a construção de relevância sistêmica, sustentável e orientada ao longo prazo.
Como montar uma estratégia de Search Orchestration eficaz?
Uma estratégia de Search Orchestration eficaz não começa com a escolha das melhores palavras-chave ou de plataformas.
Na verdade, ela começa na compreensão de que, no ambiente digital contemporâneo, relevância não é conquistada por presença isolada, mas por coerência sistêmica multicanal.
Confira o passado a passo para montar uma estratégia de Search Orchestration realmente eficaz:
1. Diagnosticar o ecossistema de busca da marca
O primeiro passo consiste em mapear todos os ambientes nos quais a marca é pesquisada, citada ou comparada, incluindo buscadores, redes sociais, marketplaces e sistemas de IA.
Esse diagnóstico revela lacunas de visibilidade, sobreposições de esforço e oportunidades de integração, funcionando como base analítica para decisões estruturais.
2. Definir territórios temáticos prioritários
A estratégia deve estabelecer com clareza quais temas a organização deseja dominar, considerando demanda real, intenção de busca do usuário, relevância para o negócio e potencial de diferenciação.
Esses territórios orientam produção de conteúdo, posicionamento institucional e investimentos, evitando dispersão tática e fortalecendo a autoridade expandida.
3. Estruturar governança semântica e editorial
É fundamental padronizar conceitos, narrativas e terminologias para assegurar consistência entre plataformas, formatos e equipes envolvidas.
Essa governança semântica e editorial reduz ruídos informacionais, fortalece a credibilidade e permite que tanto os usuários quanto os algoritmos do Google, de outros buscadores, das IAs, das redes socias, entre outros, reconheçam a marca como uma fonte confiável de informação.
4. Integrar canais em uma jornada contínua
Cada plataforma deve cumprir uma função específica dentro da jornada do usuário, conectando descoberta, aprofundamento e conversão de forma fluida — preferencialmente, utilizando o funil de vendas como referência.
A integração entre as plataformas é importante porque transforma canais isolados em um sistema coordenado, no qual cada interação potencializa as demais.
5. Implementar arquitetura de dados unificada
A Orquestração das Buscas exige consolidação de métricas de SEO, social search, marketplaces e IA em uma única camada analítica.
Essa arquitetura de dados unificada permite identificar padrões, correlações e impactos cruzados que não seriam visíveis em análises fragmentadas.
Desse modo, é possível alocar recursos com precisão, atribuir valor real a cada canal e otimizar as ações orquestradas com base em evidências concretas.
6. Desenvolver rotinas de monitoramento e otimização contínua
A estratégia deve operar em ciclos contínuos de análise, teste, aprendizado e ajuste, com foco em performance global, não local.
Para isso, utiliza-se as métricas específicas de canal, porém correlacionando-as para identificar oportunidades de melhoria.
Essa abordagem de monitoramento e otimização evita dependência de plataformas específicas e constrói resiliência competitiva no longo prazo.
7. Alinhar marketing, tecnologia e negócios
O Search Orchestration só se sustenta quando marketing, dados, produto e comercial compartilham objetivos e indicadores comuns.
Assim como no SEO tradicional, esse alinhamento transforma a busca em ativo estratégico, não apenas em função operacional, agregando valor real na:
- geração de leads orgânicos;
- diminuição do CAC (Custo de Aquisição por Cliente);
- redução da dependência de tráfego pago.
INSIGHT: organizações que performam de forma consistente em múltiplas plataformas entendem que cada busca é um ponto de contato estratégico, no qual marca, conteúdo, dados e experiência precisam operar como um único ecossistema integrado.
Como implementar a Orquestração de Buscas na sua empresa B2B
Implementar o Search Orchestration em uma empresa que vende para outra empresa não é um exercício de adoção de ferramentas, nem um projeto isolado de marketing digital.
Na prática, trata-se de uma transformação estrutural na forma como a organização constrói visibilidade, credibilidade e influência ao longo da jornada decisória dos clientes corporativos.
Nesse cenário, marcado por vendas complexas, a busca é o principal espaço onde reputação, competência técnica e capacidade de entrega são permanentemente avaliadas.
Sendo assim, é preciso:
- reposicionar a busca como ativo corporativo, não como responsabilidade departamental;
- estruturar uma camada de inteligência sobre a jornada informacional do decisor B2B;
- integrar conteúdo técnico, capital humano e reputação institucional;
- articular performance digital e performance real.
Por fim, é necessário implementar o Search Orchestration de maneira eficaz exige uma arquitetura integrada de dados e processos — o que inclui dashboards unificados, taxonomias próprias, governança de conteúdo, fluxos de validação técnica e rituais periódicos de revisão estratégica.
Mutum orienta: implementar a Orquestração de Buscas é assumir uma postura de liderança cognitiva no mercado. Ou seja, trata-se de ocupar, de forma consistente, os espaços onde o conhecimento é formado, validado e disseminado.
Como medir o sucesso das suas ações de Search Orchestration? Métricas e KPIs para monitorar
Medir o sucesso das suas ações em Search Orchestration exige uma mudança fundamental de mentalidade.
A análise deixa de ser centrada em desempenho isolado por canal e passa a ser orientada por impacto sistêmico.
O objetivo não é mais otimizar rankings, mas compreender como a presença coordenada da marca influencia percepção, decisão e geração de valor ao longo de toda a jornada B2B.
Conheça métricas e indicadores-chave para monitorar:
Métricas tradicionais evoluídas
Posicionamento multiplataforma: desempenho orgânico no Google integrado a outros buscadores e ambientes de descoberta.
Tráfego orgânico total: soma de acessos vindos de buscadores, redes sociais, IAs e influência indireta da presença digital.
Taxa de conversão por canal: eficiência de cada plataforma para awareness, consideração e geração de leads ou vendas.
Métricas de marca
Share of search: participação da marca nas buscas e menções do setor em múltiplas plataformas.
Análise de sentimento: percepção positiva, neutra ou negativa dos usuários em diferentes ambientes digitais.
Brand recall e awareness espontâneo: nível de reconhecimento não estimulado da marca junto ao público-alvo.
Métricas de IA
Frequência de citações: recorrência da marca em respostas de sistemas generativos.
Qualidade do contexto: tom e enquadramento das menções em ambientes de IA.
Cobertura de tópicos: amplitude temática reconhecida por algoritmos como domínio da marca.
Métricas Omnichannel
Mapeamento da jornada do usuário: trajetórias reais das pessoas entre plataformas até a conversão.
Engajamento cruzado: interação entre canais a partir de um primeiro ponto de contato.
Índice de sinergia: impacto de um canal sobre a performance dos demais.
Métricas de negócio
Receita atribuída por canal: contribuição direta e indireta para geração de faturamento.
Custo por aquisição agregado: custo total de aquisição de clientes considerando todos os pontos de contato.
Lifetime value (LTV) por canal: valor dos clientes adquiridos em cada ambiente durante todo o seu relacionamento.
Mutum orienta: na era das buscas orquestradas, as métricas não devem ser interpretadas como indicadores isolados, mas como sinais interdependentes de um mesmo sistema. O foco não é maximizar números individuais, mas equilibrar autoridade, reputação, influência e rentabilidade por meio da construção contínua de vantagem informacional sustentável.
O futuro do SEO na era da Orquestração das Buscas
Na era da Orquestração das Buscas, o campo de atuação do SEO foi expandido.
O SEO para YouTube e para redes sociais já existe há muito tempo, já o GEO surgiu recentemente, focado em otimizações para inteligências artificiais generativas — as quais já fazem parte da vida de mais de 50 milhões de brasileiros.
E, conforme a tecnologia avança e comportamento do usuário muda, o SEO, como estratégia madura de Marketing Orgânico, continuará a evoluir.
No primeiro dia do SEO Summit de 2025, Diego Ivo, especialista na área e um dos principais Top Voices no LinkedIn, palestrou sobre a necessidade de orquestrar todos os canais que uma marca atua, uma vez que a jornada de descoberta se fragmentou.
O expert reforça que, atualmente, SEO é “otimizar para todo lugar onde houver buscas”.
Portanto, o futuro do SEO é a Orquestração das Buscas.
Aumente o tráfego orgânico da sua marca em múltiplos canais utilizando o Search Orchestration
Agora que você entende a importância de uma estratégia de buscas orquestradas em múltiplos canais, é preciso aplicá-la o quanto antes na sua organização, expandindo suas ações de SEO atuais.
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